O que muda no Crédito à Habitação

Mudanças no Crédito HabitaçãoSaiba o que muda no crédito à habitação. Descubra como será resolvido as situações de dívida, spreads e imóveis entregues aos bancos.

O empréstimo de dinheiro para compra de casa foi atualizado de forma a estar preparado para lidar com os problemas da crise económica em Portugal. O regime do crédito à habitação foi alterado, tornando mais fácil a entrega de casas aos bancos, entre outros aspetos importantes. Agora os bancos vão passar a ser obrigados a reestruturar, as dívidas em falta mantêm as condições, não podem ser agravados os spreads, e as casas dos bancos passam a não ter vantagens sobre o mercado imobiliário. Continue lendo para conhecer melhor cada aspeto importante para proprietários com crédito.

Guia das alterações ao Crédito Habitação

Com o novo regime extraordinário de crédito à habitação os bancos agora são obrigados a reestruturar os créditos de famílias em situação económica muito difícil ou em endividamento. As famílias beneficiadas por esta alteração devem possuir um conjunto de condições, como por exemplo, desemprego, taxa de esforço acima de 45%, um determinado nível salarial, entre outros.

No caso de ter algum valor em dívida, chamada de dívida remanescente, o seu pagamento fica sujeito às mesmas condições do crédito, isto é, mantém os mesmos valores de spread bancário e maturidade inicial do empréstimo. Sendo que, os bancos não podem agravar os spreads em casos de arrendamento do imóvel por desemprego, divórcio, dissolução de união de facto ou mudança do local de trabalho, mas apenas se o mutuário demonstrar ter uma taxa de esforço inferior aos 55%. Esta regra é válida em todos os créditos à habitação.

Os bancos estão proibidos de oferecer condições mais atrativas, como por exemplo, spreads mais baixos na venda dos imóveis em carteira. Desta forma, ao pedir um crédito à habitação para um imóvel que seja propriedade ou não da instituição bancária, as condições devem ser as mesmas.